segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Elomar por Vinícius de Moraes, Abril de 1973.


"(...)Pois assim é Elomar Figueira de Melo: um princípe da caatinga, que o mantém desidratado como um couro bem curtido, em seus 34 anos de vida e muitos séculos de cultura musical, nisso que suas composições são uma sábia mistura do romanceiro medieval, tal como era praticado pelos reis-cavalheiros e menestréis errantes e que culminou na época de Elizabeth, da Inglaterra; e do cancioneiro do Nordeste, com suas toadas em terças plangentes e suas canções de cordel, que trazem logo à mente os brancos e planos caminhos desolados do sertão, no fim extremo dos quais reponta de repente um cego cantador com os olhos comidos de glaucoma e guiado por um menino - anjo, a cantar façanhas de antigos cangaceiros ou "causos" escabrosos de paixões espúrias sob o sol assassino do agreste.(...) É...quem sabe não vai ser lá, no barato das galáxias e da música de Elomar, que eu vou acabar amarrando o meu bode definitivo e ficar curtindo uma de pastor de estrelas..."
http://www.violatropeira.com.br/

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Fotos dos amigos


Koyotes.

Miguel Cordeiro, Nelson M. Filho, Zinaldo e Marreta.
Ian (parceiro musical), Zinaldo, Carlinhos Marreta, Zé de Rocha e NMF.

Marreta curtindo o som dos Koyotes de Miguel Cordeiro.
Noite maravilhosa na Casa de Cultura Galeno d'Avelírio,
exposição de Zé de Rocha e Show dos Koyotes.



quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Visão do medo



Do lado de fora:
Osíris queima o solo
onde Deus pasta.
Do lado de dentro:
Cristaleiras duplicam-se,
a estante de cedro
desfalece ao chão... Descontrole...
No uísque, mais um Valium.
Do lado de dentro de dentro:
Os demônios arrefecem,
sangue esfria,
pulso silencia,
e versos hitéricos suplicam
me afastar de mim.

Poema de Pablo Sales.



Quando terminar esse caldo
Todas as cores se repartirão
E sentirás o gosto do real
E em tuas formas, dominarás
E enviarás através de ti
E receberei em meu ser
E as formas se revelarão
Conscientizando o todo.

Palavras de Beto Rebelde.

Os azuis de Saulo


Teus azuis abrem as janelas
das praias de Itapoã,
aonde mergulhas afoito de vermelhos
brilhantes e foscos
O fogo ardendo em águas
tudo é possível em teus quadros
Em cada porão antigo
e cada castanho quadrado,
O Sol reacende as sementes
e ilumina os espinhos
- os espinhos são verdes, amáveis...
Do inconsciente obscura
à claridade das telas
a pintura se espanta
da lucidez do traço
Se deliras és bruma
se transgrides, és raro.

Poema de Patrícia Mendes. Revista Reflexos de Universos n.59.

Um brinde ao Mal

Arte de Nelson Magalhães Filho. Capa da revista reflexos n. 61. http://www.anjobaldio.blogspot.com/

Beijos amanhecidos
Crescidos e umedecidos até a noite
Cálices tras-inter-medidos e doses
Transbordantes doses de dores
abortos e sóis
A chuva cai em brasas verdes e fogos
invisíveis, encobrem os mundos
Você chora pedaços de chão
Envolto em cinzas azuis eu,
impregnado, aspiro o fumo dos infernos
Rindo.

www.ronaldobragas.blogspot.com
Poema de Ronaldo Braga dedicado à Patrícia Mendes, publicado na Revista Reflexos de Universos n. 61

Agonia

Agonia

Já desponta a galope
no meu norte
a luz ofuscante do nada
Já contorce em espasmos instintivos
as vísceras de minh'alma
Já meu corpo se agarra
como náufrago
a algum destroço que passa
Já retumba no meu peito
o trote estrondoso desse Deus
Já, sou toda agonia
e ardo, ar, dor.

Medo

Entre um osso e outro, um cadeado
A cabeça é uma máscara de ferro
Pelas brechas a alma espia, atormentada.

Poemas de Denise Costa extraídos do livro A flor do láudano, 1996, Nelson M. Filho e Denise Costa.

Bar Delírio

Bar Delírio
Casa da Cultura. Arte de Roque Moraes.

Música de qualidade

Música de qualidade

Artes plásticas

Artes plásticas
Noites felinas. Nelson Magalhães Filho.

E.C. Bahia

E.C. Bahia

Música de qualidade

Música de qualidade
Zinaldo e o poeta Giordano Diniz.

Música de qualidade

Música de qualidade
Hermes Peixoto e Zinaldo. O poema Segredos de amor de Hermes foi musicado por Zinaldo e Ian Ferreira em 2008.