domingo, 13 de abril de 2008
NAVEGADOR DE SONHOS
sábado, 12 de abril de 2008
O SOL
Tatuado no seu dorso moreno.
Seus cabelos, quase curtos, roçam, sensual, sobre raios.
E, enlouquecidos e em desespero
Pelo roçar diário eterno entregam-se inteiros
Aos desejos do azul-sol.
Os cabelos são tão lisos, tão livres
e tão brilhosos
Como se livres, lisos e brilhosos fossem sinônimos lúbricos
Criados por um Deus descuidado
Curador de imensas luxúrias.
No tornozelo adormece uma corrente transparente
Que amarra o invés e o víeis de olhares
Templários pagãos de desejos inconfessos
Relicários de mentiras, segredos e verdades.
Poema de Hermes Peixoto, Reflexos de Universos N.76.
Reflexos on line:www.cruzdasalmas.com.br/casadacultura
Destinos
Roberto filosofa botânicas:
"Quem come fruta verde, amanhã há de querer comer a flor".
Eu dou andanças aos olhos
Até a cacunda do céu passar sobre nossas cabeças e mudar-nos de mágica.
Poema de Rogério Lima, Reflexos de Universos N.76.
Reflexos de Universos N. 76
Esquenta-me do frio minha pele lã
O mês de junho esta aí
E eu sinto o louco afã
De te ter bem perto
Para sentir teu beijo toda manhã
Alimento natural da minha alma
Sabor hortelã
Quero ficar com os olhos atentos
Quero ficar firme
Tal e qual madeira que não se quebre
Para poder vencer os espinhos da vida
Horrores desse mundo cão
E depois na tua santa febre
Descansar,
Curar do corpo magro a ferida
E tocar a tua, minha, nua pele lã
Entoando no violão
A cor do nosso som
"Pedaço de canção".
Poema de Zinaldo Velame, publicado na revista Reflexos de Universos N. 76.
quinta-feira, 27 de março de 2008
Carlos Villela em Cruz
Grande cantador Carlos Villela, que pôs brilho na festa de abertura da Casa da Cultura Galeno d'Avelírio. Com um repertório autoral, Villela causou emoção nas pessoas que compareceram a festa. Destaque para as músicas: Navegador de sonhos, Toneladas de saudades e Joana romeira. É necessário darmos valor aos artistas que cantam as coisas de nossa Terra, Villela faz isso com precisão quando canta O velho Chico e o Ferro de passar roupa. Vida longa a Carlos Villela.Visite a página: www.carlosvillela.com.br
quarta-feira, 26 de março de 2008
Cavalos discorrem pela afável noite
Cavalos discorrem pela afável noite
até ficar insuportável beijá-los
- com a língua beijar cavalos -
o tempo não passa nunca
o tempo chora sangue de anjo, sangue de cavalo.
Ainda não sei o que tem dentro de mim
que não passa nunca e chora
sangue de cavalo, sangue de anjo.
Eu cambaleava pela afável noite de ontem
com a sede insuportável do beijo
vadiando pelos becos escuros da Gamboa
vadiando pelas ruas estreitas
esculpidas de perturbados da Gamboa
aí eu comecei o canto esganiçado
para você me ver assim: uma muralha de dor,
uma carne tecida de flores
que vão ficando álgidas de aves marinhas.
Meu amor que não conhece apenas me pasta
neste tempo perdido no mar negro
abortando cavalos e cadelas e rezando pro anjo
vivo pastando no mar negro como peixe boi
Poema de Nelson Magalhães Filho. Reflexos de Universos N.73
Bar Delírio
Casa da Cultura. Arte de Roque Moraes.
Música de qualidade
Artes plásticas
Noites felinas. Nelson Magalhães Filho.
E.C. Bahia
Música de qualidade
Zinaldo e o poeta Giordano Diniz.
Música de qualidade
Hermes Peixoto e Zinaldo. O poema Segredos de amor de Hermes foi musicado por Zinaldo e Ian Ferreira em 2008.




